Hugo Macedo Arruda

O Prólogo de um Experimento – Número 114 – 10/2013 – [166-171]

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Há uma mistura de sentimentos que parece sempre acompanhar – ao menos a mim – o início da relação com algo a ser lido ou escrito; seja quando sou eu mesmo quem escolhe a ordem das palavras a serem lançadas à percepção de outros ou quando é um livro escrito por outro que tenho em mãos. Ainda que a distinção a ser feita entre estes dois momentos salte aos olhos sem muita dificuldade, não parece ser também muito difícil encontrar semelhanças que tornem plausíveis algumas especulações sobre a sua força. Quando se começa a ler um livro desconhecido, e tudo o que se tem são palavras iniciais postas em ordem de forma arbitrária pelo sujeito cujo nome se pode ler na capa, algo que posso chamar de expectativa de captura paira sobre os sentimentos que se anunciam após cada linha passada. Como quem começa um jogo cujas regras estão ainda a ser explicadas, o começo da leitura é sempre um momento no qual, ao perceber vestígios de movimentos que uma mente outrora fez, o leitor pode perceber as reações que a sua mente faz às linhas que se seguem. Isto por si só bastaria como boa justificativa para qualquer leitura. Continue Lendo

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With all the Colors of Eloquence: understanding, sympathy, and sentiments in Hume´s Treatise – Número 97 – 05/2013 – [47-54]

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The search for universal axioms seems to be a role played by almost all philosophers. Reading them, or listening to a loud discussion, we might question ourselves: What if we could touch the reality at the same time? We probably would not have many of those disagreements that entertain some skeptical thinkers. The inventions made by humans are fascinating; at least for those kinds of spectator that seem to be mesmerized while witnessing the fights and disputes for the truth. Such kind of event seems to be always marked by the pleasant reflections we make after contemplating understanding machines at work. Human minds in action, making an effort at every second to stay coherent, trying to appease solipsistic fights between passions and purposes in order to demonstrate the universal truth that resides inside of each one´s mind. Everyone who believes in possessing a universal truth must agree that the perfect place for it is not in his mind. Continue Lendo

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A Mais Absurda das Contradições: (Variações a partir de um tema de Pierre Clastres) – Número 62 – 05/2012 – [142-150]

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No mundo, há coisas; e dentre as coisas do mundo, havemos, nós. Não menosprezemos estas duas afirmações, pois delas derivam os maiores problemas da existência. Não há problema no mundo sem o Ser, pois tudo o que pode haver não o pode senão para nós. E o “para nós” sempre há de ser um problema anterior aos que podemos achar ter encontrado. A essência das coisas pode existir na realidade, mas o que nos importa sempre serão as instituições que inventamos a partir das várias impressões que delas – das coisas – podemos ter. Continue Lendo

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As mazelas do Brasil e o autoritarismo instrumental: Semelhanças entre Oliveira Vianna e Maquiavel – Número 38 – 11/2011 – [142-147]

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Texto originalmente apresentado por ocasião da Jornada de Estudantes do Colóquio Internacional Maquiavel Dissimulado: Heterodoxias Político-Culturais no Mundo Luso-Brasileiro

A comparação entre dois fenômenos políticos é tarefa muito complicada. Momentos históricos diferentes o são por serem compostos por inúmeros aspectos também diferentes. Aspectos esses, que tornam impossível a antiga pretensão de conhecimento histórico para modificação correta do futuro. Quase paradoxalmente, esses mesmos aspectos componentes de eventos políticos passados tendem a influenciar as atitudes contemporâneas; que pelo que parece, ainda mantém forte a crença de que é preciso conhecer os erros passados para não cometê-los novamente. Continue Lendo

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