Outubro

O Prólogo de um Experimento – Número 114 – 10/2013 – [166-171]

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Há uma mistura de sentimentos que parece sempre acompanhar – ao menos a mim – o início da relação com algo a ser lido ou escrito; seja quando sou eu mesmo quem escolhe a ordem das palavras a serem lançadas à percepção de outros ou quando é um livro escrito por outro que tenho em mãos. Ainda que a distinção a ser feita entre estes dois momentos salte aos olhos sem muita dificuldade, não parece ser também muito difícil encontrar semelhanças que tornem plausíveis algumas especulações sobre a sua força. Quando se começa a ler um livro desconhecido, e tudo o que se tem são palavras iniciais postas em ordem de forma arbitrária pelo sujeito cujo nome se pode ler na capa, algo que posso chamar de expectativa de captura paira sobre os sentimentos que se anunciam após cada linha passada. Como quem começa um jogo cujas regras estão ainda a ser explicadas, o começo da leitura é sempre um momento no qual, ao perceber vestígios de movimentos que uma mente outrora fez, o leitor pode perceber as reações que a sua mente faz às linhas que se seguem. Isto por si só bastaria como boa justificativa para qualquer leitura. Continue Lendo

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Partidos apartidários ou de mentirinha? – Número 113 – 10/2013 – [162-165]

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Desde quando profetizado o fim da história e com ela da ideologia, em sentido marxista ou não do termo, as democracias contemporâneas esbarram em dificuldades para encontrar caminhos que deságuem em efetivos partidos políticos. Da ambivalência nas percepções marxistas de partidos, do escopo que vai de Lênin a Gramsci, o debate sobre vanguarda, ou caciquismo, e partido de massas, ou oportunismo eleitoral, recai, quase sempre, na difamada ideia de que o número total de partidos formais importa. Mesmo que se concorde com a assertiva, o fato é que não existe fórmula pronta para o que seja ou com quais funções cumpram os partidos. Continue Lendo

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