Março

A Jangada – Número 92 – 03/2013 – [23-25]

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Talvez jamais tenha sido tão apropriada a metáfora da jangada de pedra do Saramago a se despregar a partir dos Pirineus, rumando brutal na direção dos Açores. Lá se ia a península feita de embarcação. É improvável, entretanto, que a Europa mande suas betoneiras em fila para cimentar a jangada ao continente, como ocorreu no romance do escritor português. Pedro Orce, a essa altura já estaria a sentir o chão tremer. Há rumores de que no Chiado e no Castelo de São Jorge já é possível sentir trepidação similar. Mas desta vez nem Joana Carda riscou o chão, nem os cães de Cerbère ladraram, nem Joaquim Sassa atirou uma pedra pesadíssima ao mar. É de uma ilhota mediterrânea que vêm os indícios de que a jangada partirá. Continue Lendo

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Ceticismo e Política, de Cesar Kiraly

Rio de Janeiro: 03 de Abril de 2013 às 18h

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A Imagem e a Cor no Tratado de Hume – Número 91 – 03/2013

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Filosofia Política: para quê? – Número 90 – 03/2013 – [19-22]

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A “Política”, enquanto campo de conhecimento, mantém uma relação de identidade nominal com o objeto sobre o qual se debruça, qual seja, a política desprovida de aspas. Em termos diretos, trata-­se, para o praticante da “Política”, de estudar a política, em uma convergência entre nome e coisa há muito estabelecida por Aristóteles, em duas de suas obras primas, a Política e a Ética a Nicômano, nas calendas gregas de tempos menos aziagos. Tal redundância confere à reflexão política – suspendamos agora as aspas – um lugar singular entre as disciplinas que, de uma forma canônica, compõem o conjunto das assim chamadas ciências sociais. Continue Lendo

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Quimeras – Número 89 – 03/2013

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Viveremos e Venceremos! Quando a razão populista visitou Caracas – Número 88 – 03/2013 – [08-18]

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Quem nunca leu um livro e passou pela mágica experiência de reconhecer nele um espelho para o mundo ? O delicioso momento em que o universo irredutível, caótico e amorfo é amarrado por uma cadeia causal que o domestica e torna cristalino, simples e previsível. Que alívio sentimos nesse instante em que um conjunto infinito de significados e possibilidades se reduzem a uma explicação cabal. Infelizmente, ele dura pouco, sendo sucedido por um sentimento de torpor provocado pelo desabamento acachapante da realidade, que passa a parecer ainda mais insondável. Em seguida, voltamos a sentir, a princípio ainda com mais intensidade, a dor da ignorância, da incompreensão e da dúvida, que volta a dar o tom de nossas comezinhas reflexões. Continue Lendo

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Consolatio a Aaron Swartz ou Ensaio sobre Nosso Desarranjo Civilizacional – Número 87 – 02/2013 – [02-07]

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I

“Só a Morte desperta os nossos sentimentos” (CAMUS, 1956, p.23), e, provavelmente, apenas o falecimento de alguém que muito fez e ainda tinha a oferecer, pode causar algum desconforto em nosso sedentarismo moral e institucional. É assim que funciona com mártires, sejam religiosos ou políticos: uma figura heroica padece na tentativa de alcançar um objetivo maior que si mesma e cujos resultados concernem à determinada coletividade. Continue Lendo

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