Murê era uma corruptela de “Samurai” (“Samura”, “Murai”, “Murê”). Ele recebeu esse apelido quando levou um tombo e abriu o queixo. Depois de umas semanas com os fios pretos dos pontos que pareciam uma barbicha rala, nosso colega muído e de olhos puxados havia sido alçado à condição de samurai da turma. Murê, no início, não gostou de ser chamado desse jeito, sobretudo, porque o apelido lembrava o dia do acidente, no qual ele abriu o berreiro e, como se já não bastasse o dolorido do tombo, ainda ficou com fama de chorão. Nosso samurai era um chorão! Abusado como dizem que todo nanico é, Murê tratava logo de desembainhar carradas de xingamentos a quem o chamasse de Samura, Murai, Murê. Continue Lendo
Murê – Número 84 – 12/2012 – [322-323]
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