It is impossible to exaggerate the importance of Richard Popkin in any reassessment of the role of scepticism in the configuration of modern philosophy. The fecundity of Popkin’s enterprise may be detected in the vast proliferation of questions that he has prompted. In fact, when re-established as a major philosophy, queries about scepticism may arise that are conventionally applied to philosophical traditions whose relevance has always been acknowledged as undisputed. A far from exhaustive listing might well include queries about the morality of scepticism, its anthropology, its attitude towards science, the possibilities of a sceptical aesthetics and, for the purposes of these reflections, its modes of perceiving politics and social life.
(Volume 1) Experimento Bayle: forma filosófica, ceticismo, crença e configuração do mundo humano, por Renato Lessa
São as paixões humanas que derrotam o espírito matemático e a obsessão por sistemas. Dessa forma, o veto ao espírito geométrico aproxima-nos do tema da condição humana. Ao atingir o tema antropológico, Bayle opõe Descartes a Hobbes. Aqui o que importa não é a denúncia das obsessões geométricas, mas as proposições hobbesianas a respeito da natureza humana. Segundo Descartes, pelas mãos de Bayle, os princípios de Hobbes são “extremamente perniciosos e muito perigosos”, na medida em que apresentam os seres humanos como brutais e lhes dá razão para assim o ser. Diz ainda Descartes que o propósito hobbesiano de escrever a favor da causa monárquica poderia ser cumprido a partir de “máximas mais virtuosas e mais substanciais”. Conclui afirmando não ver como Hobbes poderia impedir que seu livro – De Cive – fosse censurado.