Author Archives: André Rodrigues

About André Rodrigues

Mestre em Ciência Política pelo Instituto Universitário de Pesquisa do Rio de Janeiro – IUPERJ, atualmente é doutorando em Ciência Política pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos – IESP/UERJ. Participou do Laboratório de Estudos em Teoria Política da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, é membro do Labarotário de Estudos Hum(e)anos da Universidade Federal Fluminense e pesquisador associado do Instituto de Estudos da Religião – ISER. Coordena pesquisas na área de segurança pública, análise da violência e filosofia política.

Dois temas em “O Retrato de Dorian Gray”: moldura e aventura – Número 35 – 10/2011 – [128-136]

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– O prazer é a única coisa digna de uma teoria (…)

Lorde Henry (“O Retrato de Dorian Gray”)

Qual feitiço fez com que o retrato de Dorian Gray ganhasse vida (ou sequestrasse a vida de seu modelo)? Menos que tentar uma resposta plausível para essa pergunta, procurarei estabelecer uma leitura do livro que lide com esse enigma que não se esclarece e que anima a narrativa estabelecida por Oscar Wilde n’O Retrato de Dorian Gray. As aproximações a seguir poderão, neste sentido, servir a um estudo que busque comparar questões relativas à noção de “crise” no contexto da Alemanha e da Inglaterra da virada do século XIX para o XX, bem como as respostas relativas à reflexão estética e literária a esse contexto de abalo do espírito e da reflexão intelectual. A chave reflexiva a partir da qual operarei diz respeito a um exercício de definição de contrastes e analogias entre uma obra literária e alguns ensaios cujo conteúdo é estético, mas as consequências são sociológicas, filosóficas ou psicológicas, se desejarmos. Continue Lendo

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O episódio ou nada: notícias do complexo do Alemão – Número 29 – 09/2011 – [108-112]

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Na terça-feira, 6 de setembro, eu não havia assistido ao noticiário e nem lido os jornais. Lá pelas tantas da tarde, uma repórter de uma grande emissora de televisão me telefonou querendo marcar uma entrevista sobre os confrontos no complexo do Alemão e o descrédito das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) diante da população. Eu, sem saber do que ela estava falando e estranhando a correlação que o tema da conversa propunha, decidi recusar a entrevista (até porque havia dado uma entrevista para a mesma emissora semanas atrás e considerei tanto os jornalistas quanto o tratamento dado ao material que coletaram se não desrespeitoso, no mínimo, inconveniente). Continue Lendo

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