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As Revoltas de Junho como Ocupação: ou quando os fantasmas se divertem – Número 106 – 07/2013 – [119-120]

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para Sara Ramo Affonso

Acredito que as revoltas de Junho devam ser entendidas como uma forma, bem sucedida em alguns sentidos e frustrada em outros, de ocupação.

Há algum tempo o sentido determinado da ‘ocupação’ havia nos fugido. Digo isso em função do movimento que antecede as revoltas de Junho que é aquele da tomada dos prédios de reitorias de algumas universidade brasileiras, em especial as da Universidade de São Paulo e da Universidade Federal Fluminense. De certa forma, o que começa lá só se conclui agora. Sim, sabíamos do que se tratava, mas não sentíamos bem, logo a cognição restava incompleta. A ocupação é um fenômeno desagradável, basta que pensemos em um país ocupado por um inimigo. Por mais que se ocupe por amor, e a ambivalência é um dos principais problemas da política, transita-se, nela, pela inimizade e pelo conflito. Continue Lendo

Cesar Kiraly

Professor de Estética e Teoria Política no Departamento de Ciência Política da Universidade Federal Fluminense.