David Hume

Da Liberdade da Imprensa – Número 168 – 10/2018 – [72-74]

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1. Nada é mais capaz de surpreender os estrangeiros do que a extrema liberdade de que desfrutamos neste país para comunicar ao público o que nos aprouver e para censurar abertamente qualquer medida introduzida pelo rei ou por seus ministros. Se a administração decide pela guerra, afirma-se que, de propósito ou por ignorância, incompreende os interesses da nação, e que a paz, na presente situação dos negócios, é infinitamente preferível. Se a inclinação dos ministros se volta para a paz, nossos escritores políticos nada inspiram além de guerra e devastação, e representam a conduta pacífica do governo como ruim e pusilânime. Como tal liberdade não é indulgenciada em nenhum outro governo, quer republicano, quer monárquico (em HOLANDA e VENEZA mais do que em França ou ESPANHA), isto pode mui naturalmente dar ocasião à pergunta: Por que acontece de apenas a GRÃ-BRETANHA desfrutar desse privilégio peculiar? Continue Lendo

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Da Obediência Passiva – Número 166 – 08/2018 – [65-67]

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Tradução de Bruna Frascolla Bloise

1. No último ensaio, tentamos refutar os sistemas especulativos de política introduzidos nesta nação; tanto o sistema religioso de um partido quanto o filosófico do outro. Vamos agora examinar as consequências práticas deduzidas por cada partido quanto às medidas da submissão devidas a soberanos. Continue Lendo

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Da Escrita de Ensaios – Número 164 – 06/2018 – [59-61]

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Tradução de Bruna Frascolla Bloise

1. A parte elegante da humanidade, que não está imersa na vida animal e se emprega nas operações da mente, pode ser dividida entre os estudados e os conversadores. Os estudados são os que escolheram para seu quinhão as mais elevadas e difíceis operações da mente, o que requer vagar e solidão, e não se pode levar à perfeição sem longo preparo e trabalho severo. O mundo conversador alia a certa disposição social e a certo gosto pelo prazer uma inclinação pelos mais fáceis e suaves exercícios do entendimento, pelas reflexões óbvias acerca dos assuntos humanos e dos deveres da vida comum, e pela observação das falhas e perfeições dos objetos particulares que o rodeia. Tais objetos de pensamento jamais fornecem emprego suficiente na solidão, senão requerem a companhia e a conversa das nossas criaturas irmãs para torná-los um exercício adequado para a mente: e isto une a humanidade em sociedade, onde cada um expõe os próprios pensamentos e observações da melhor maneira que conseguir, e mutuamente dá e recebe informações, bem como prazer. Continue Lendo

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