Aqueles que se detêm no transepto sul da catedral de Estrasburgo, deparam-se com duas belas jovens. A primeira, sem vendas nos olhos, representa a Igreja, ou o novo testamento, a escultura possui uma espada, um cálice e sustenta alguma altivez diante de outra jovem, a Sinagoga, aparentemente derrotada. A Sinagoga é também uma bela jovem, mas possui a cabeça baixa e virada para o lado oposto do movimento do corpo, denotando tensão, mas, sobretudo, aquiescência. A beleza da cega e da Igreja é relativamente correlata se observadas da perspectiva exterior aos olhos da Igreja. Pois, se nos colocarmos em campo aproximado ao que seria a perspectiva da Igreja sobre a Sinagoga, a beleza da segunda é quebrada, dando lugar à imagem que mostra um pescoço partido, a tortura do corpo e um hediondo abdômen. Continue Lendo
A fragilidade da bondade – Número 15 – 06/2011 – [57-59]
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