Há muito tempo descobri a sombra fresca que vem da amizade com quem já morreu. Coisas maravilhosas vêm dos autores mortos. A mais elementar (e acolhedora), creio, é que a morte lhes confere algo de distante e torna possível encontrar alguém que, embora humano, parece não partilhar da humanidade. Esta, que responde ao mesmo tempo pela aproximação e pelo invariável desgosto que toda amizade sempre promove, só é neutralizada pela morte. Continue Lendo
Erros de amigos – Número 26 – 08/2011 – [97-99]
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