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Shame de Steve McQueen – Número 59 – 04/2012 – [121-122]

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Este Breviário em PDF

Ao entrecruzamento de vistas no metrô há poucas alternativas, pode-se assumir o vazio, o caráter vagabundo dos olhos naquela circunstância, a frivolidade de certo espaço livre que permite o obliquo dos olhares, o tensionamento dos toques; ou pegar o celular e tornar evidente por representação (a presença fantasmática do ausente) de que não se está à mercê. Não é caso aqui de perguntar sobre aqueles que no trem estão a ler, pois tal nos levaria à oscilação entre o vazio e outra coisa. Ora, circunstâncias diferentes possuem modos distintos de vazio, nesse caso ele está na flutuação dos olhos. Continue Lendo

Cesar Kiraly

Professor de Estética e Teoria Política no Departamento de Ciência Política da Universidade Federal Fluminense.