Author Archives: Diego Viana

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Mestre em Filosofia pela Universidade de Paris IV.

O Pedestal – Número 37 – 11/2011 – [139-141]

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Este é alguém que fabricou para si um pedestal. É alguém que, na gramática usual, não pode grande coisa. É o estereótipo do impotente. No dia-a-dia, precisa fabricar ou garimpar tudo que usa, mas seus poderes terminam aí. E um pedestal não é algo que se use, simplesmente. Continue Lendo

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A Internacional Digital – Número 21 – 08/2011 – [80-81]

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Deixo como isca para debates um trecho não publicado da entrevista que fiz com  Bernard Stiegler, filósofo francês. A versão editada está no Valor do dia 03 de Junho de 2011. Transcrevi o trecho que segue abaixo porque me parece que tem muito a ver com algumas coisas que tenho tentado escrever por aqui ultimamente. (Claro, pombas, como leitor dele, muito do que ele diz me influencia.) Mas ele se expressa, naturalmente, muito melhor do que eu.

Stiegler é um dos principais herdeiros de meu autor de predileção,  Gilbert Simondon. É também diretor do Instituto de Pesquisa e Inovação do Centro Pompidou (Paris), fundador da associação Ars Industrialis e professor em Compiègne, Londres (Goldsmiths), Cambridge e, a partir do segundo semestre, mais uma instituição superior francesa. Para saber mais sobre o sujeito, basta clicar nos links. Continue Lendo

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Tomar a potência, desinflar o poder – Número 8 – 05/2011 – [22-27]

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Começo a escrever na noite de sexta-feira anterior à Marcha da Liberdade marcada para a avenida Paulista, 28 de maio – dia que no futuro talvez seja nome de rua. Provavelmente só vou terminar de manhã, logo antes de partir para a referida marcha. Aliás, bem disse alguém por aí: não se deveria dizer “marcha”, mas alguma outra coisa, porque a liberdade não marcha, ela dança. (Voltaremos a isso.) Sábias palavras.

É bem sabido que a Marcha da Liberdade foi convocada em reação à violência policial com que os aparelhos de poder receberam a Marcha da Maconha, no mesmo lugar, na última semana. Não estive nessa marcha, primeiro porque estava trabalhando. Mas também porque, não sendo consumidor da erva, deixo a quem de direito fazer valer sua voz e fico de fora, apoiando a iniciativa pelo seu valor democrático. E digo valor democrático com toda a ênfase que seja necessária: faz parte do conceito de democracia que possa haver manifestações pela legalização de coisas ilegais. A democracia é o regime onde as coisas se fazem às claras. No meu modo de ver, e não estou tentando insinuar nenhum tipo de comparação com a maconha, isso vale até para o neonazismo (a não ser quando parte para a agressão) e outras coisas revoltantes: antes ver acontecendo à nossa frente, a tempo de reagir, do que ser surpreendido quando ele toma a sociedade como um todo de assalto. Continue Lendo

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